Os metais tóxicos que mataram o Rio Doce

Tags

Os metais tóxicos que mataram o Rio Doce

Uma semana depois do rompimento de duas barragens na cidade de Mariana, na região central de Minas, foi divulgada a primeira análise que comprova alta concentração de metais pesados no rio Doce.

Exames solicitados pelo SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Baixo Guandu (ES) atestam a presença de arsênio, chumbo, cromo, zinco, bário e manganês, entre outros, em níveis muito acima do recomendável. O risco de contaminação da população, no entanto, não seria iminente, segundo especialistas, já que a captação de água no rio foi suspensa por tempo indeterminado. Laudo preliminar da Prefeitura de Governador Valadares já tinha mostrado alta concentração de manganês e alumínio.

Entre os índices elevados estão os de arsênio, que apresentou concentração de 2,63 mg/L – o normal seria somente 0,01 mg/L – chumbo, com 1,03 mg/L, sendo que o recomendável é de 0,01 mg/L e manganês, com 61,221, muito acima do 0,1 mg/L adequado para tratamento da água.

Riscos para a população

Professor de saúde coletiva da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e coordenador do projeto Manuelzão, Marcus Vinícius Polignano ressalta que as proporções encontradas podem trazer efeitos graves para o organismo do ser humano em caso de ingestão da água contaminada.

— Precisamos que o Igam, que é o órgão de gestão do Estado, venha a público colocar esta situação. Tem que desmistificar essa ideia de que a lama não é tóxica. Essa água é imprópria para o abastecimento, estes metais têm efeitos graves que podem provocar até a morte de uma pessoa. Evidentemente que a dose individual letal é diferente dessa dosagem que está diluída no curso d´água. Mas, de qualquer jeito, isso mostra que a empresa mais uma vez mentiu e que, junto com o ferro, veio todos estes elementos.

Ele explica ainda que não há como prever quando a água do rio será recuperada e voltará a ser própria para captação. Para Polignano, os resultados dos exames reforçam a “magnitude e intensidade” da tragédia ao meio ambiente e à população. Segundo o especialista, é necessário aguardar o processo natural de movimento da água para que o material contaminado seja levado adiante.

— A única alternativa é monitorar a água e ver quanto tempo este processo vai chegar perto de um patamar normal.

O infectologista Marcelo Campos, do Ceprasst (Centro de Estudos e Práticas em Saúde e Segurança do Trabalhador) da UFMG, explica que o risco para o ser humano não é imediato, apesar das altas concentrações de metais pesados, que foram verificados no “pico” da enchente.

— Esses níveis vão ser diluídos. O que irá definir o grau de risco é o nível em que a concentração começará a estabilizar. Como a captação da água está suspensa, o risco para a população parece muito pequeno.

O rio Doce, entretanto, não terá um futuro próximo animador.

— O rio morreu, sim. Como ele irá se refazer, a partir dos afluentes e da calha principal, é algo que iremos aprender.

A desolação é visível na expressão do prefeito Neto Barros (PCdoB), de Baixo Guandu.

— Encontramos praticamente a tabela periódica inteira dentro da água. Quero ver o que o presidente da Vale vai fazer para ajudar.

 

Fonte: Portal R7

Comments are closed.

PHVsPjxsaT48c3Ryb25nPndvb19hYm91dF9idXR0b248L3N0cm9uZz4gLSBMRVIgTUFJUy4uLjwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX2Fib3V0X2hlYWRlcjwvc3Ryb25nPiAtIERyLiBQYXVsbyBSb2JlcnRvPC9saT48bGk+PHN0cm9uZz53b29fYWJvdXRfcGhvdG88L3N0cm9uZz4gLSAvd3AtY29udGVudC91cGxvYWRzLzIwMTIvbG9nby5qcGc8L2xpPjxsaT48c3Ryb25nPndvb19hYm91dF90ZXh0PC9zdHJvbmc+IC0gTmFzY2lkbyBFbSBCbHVtZW5hdSBTLkMuIEZleiB0b2RvIGVuc2lubyBiw6FzaWNvIGVtIExhZ2VzIFMuQzwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX2FkXzMwMF9hZHNlbnNlPC9zdHJvbmc+IC0gPC9saT48bGk+PHN0cm9uZz53b29fYWRfMzAwX2ltYWdlPC9zdHJvbmc+IC0gaHR0cDovL3d3dy53b290aGVtZXMuY29tL2Fkcy8zMDB4MjUwYS5qcGc8L2xpPjxsaT48c3Ryb25nPndvb19hZF8zMDBfdXJsPC9zdHJvbmc+IC0gaHR0cDovL3d3dy53b290aGVtZXMuY29tPC9saT48bGk+PHN0cm9uZz53b29fYWRfY29udGVudDwvc3Ryb25nPiAtIGZhbHNlPC9saT48bGk+PHN0cm9uZz53b29fYWRfY29udGVudF9hZHNlbnNlPC9zdHJvbmc+IC0gPC9saT48bGk+PHN0cm9uZz53b29fYWRfY29udGVudF9pbWFnZTwvc3Ryb25nPiAtIGh0dHA6Ly93d3cud29vdGhlbWVzLmNvbS9hZHMvNzI4eDkwYS5qcGc8L2xpPjxsaT48c3Ryb25nPndvb19hZF9jb250ZW50X3VybDwvc3Ryb25nPiAtIGh0dHA6Ly93d3cud29vdGhlbWVzLmNvbTwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX2FkX2hlYWRlcjwvc3Ryb25nPiAtIGZhbHNlPC9saT48bGk+PHN0cm9uZz53b29fYWRfaGVhZGVyX2NvZGU8L3N0cm9uZz4gLSA8L2xpPjxsaT48c3Ryb25nPndvb19hZF9oZWFkZXJfaW1hZ2U8L3N0cm9uZz4gLSBodHRwOi8vd3d3Lndvb3RoZW1lcy5jb20vYWRzLzQ2OHg2MGEuanBnPC9saT48bGk+PHN0cm9uZz53b29fYWRfaGVhZGVyX3VybDwvc3Ryb25nPiAtIGh0dHA6Ly93d3cud29vdGhlbWVzLmNvbTwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX2FkX3RvcDwvc3Ryb25nPiAtIGZhbHNlPC9saT48bGk+PHN0cm9uZz53b29fYWRfdG9wX2Fkc2Vuc2U8L3N0cm9uZz4gLSA8L2xpPjxsaT48c3Ryb25nPndvb19hZF90b3BfaW1hZ2U8L3N0cm9uZz4gLSBodHRwOi8vd3d3Lndvb3RoZW1lcy5jb20vYWRzLzQ2OHg2MGEuanBnPC9saT48bGk+PHN0cm9uZz53b29fYWRfdG9wX3VybDwvc3Ryb25nPiAtIGh0dHA6Ly93d3cud29vdGhlbWVzLmNvbTwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX2FsdF9zdHlsZXNoZWV0PC9zdHJvbmc+IC0gZGFya19ncmVlbi5jc3M8L2xpPjxsaT48c3Ryb25nPndvb19hdXRvX2ltZzwvc3Ryb25nPiAtIHRydWU8L2xpPjxsaT48c3Ryb25nPndvb19ibG9nX2NhdDwvc3Ryb25nPiAtIDwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX2Jsb2dfbmF2aWdhdGlvbjwvc3Ryb25nPiAtIGZhbHNlPC9saT48bGk+PHN0cm9uZz53b29fYmxvZ19wZXJtYWxpbms8L3N0cm9uZz4gLSAvP3BhZ2VfaWQ9NDM8L2xpPjxsaT48c3Ryb25nPndvb19ibG9nX3N1Ym5hdmlnYXRpb248L3N0cm9uZz4gLSBmYWxzZTwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX2J1dHRvbl9saW5rPC9zdHJvbmc+IC0gLz9wYWdlX2lkPTUyPC9saT48bGk+PHN0cm9uZz53b29fY2F0X2JveF8xPC9zdHJvbmc+IC0gdHJ1ZTwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX2NhdF9ib3hfMTA8L3N0cm9uZz4gLSBmYWxzZTwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX2NhdF9ib3hfMTBfaW1hZ2U8L3N0cm9uZz4gLSA8L2xpPjxsaT48c3Ryb25nPndvb19jYXRfYm94XzExPC9zdHJvbmc+IC0gZmFsc2U8L2xpPjxsaT48c3Ryb25nPndvb19jYXRfYm94XzExX2ltYWdlPC9zdHJvbmc+IC0gPC9saT48bGk+PHN0cm9uZz53b29fY2F0X2JveF8xMjwvc3Ryb25nPiAtIGZhbHNlPC9saT48bGk+PHN0cm9uZz53b29fY2F0X2JveF8xMl9pbWFnZTwvc3Ryb25nPiAtIDwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX2NhdF9ib3hfMV9pbWFnZTwvc3Ryb25nPiAtIDwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX2NhdF9ib3hfMzwvc3Ryb25nPiAtIHRydWU8L2xpPjxsaT48c3Ryb25nPndvb19jYXRfYm94XzNfaW1hZ2U8L3N0cm9uZz4gLSA8L2xpPjxsaT48c3Ryb25nPndvb19jYXRfYm94XzQ8L3N0cm9uZz4gLSBmYWxzZTwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX2NhdF9ib3hfNF9pbWFnZTwvc3Ryb25nPiAtIDwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX2NhdF9ib3hfNTwvc3Ryb25nPiAtIHRydWU8L2xpPjxsaT48c3Ryb25nPndvb19jYXRfYm94XzVfaW1hZ2U8L3N0cm9uZz4gLSA8L2xpPjxsaT48c3Ryb25nPndvb19jYXRfYm94XzY8L3N0cm9uZz4gLSB0cnVlPC9saT48bGk+PHN0cm9uZz53b29fY2F0X2JveF82X2ltYWdlPC9zdHJvbmc+IC0gPC9saT48bGk+PHN0cm9uZz53b29fY2F0X2JveF83PC9zdHJvbmc+IC0gdHJ1ZTwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX2NhdF9ib3hfN19pbWFnZTwvc3Ryb25nPiAtIDwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX2N1c3RvbV9jc3M8L3N0cm9uZz4gLSA8L2xpPjxsaT48c3Ryb25nPndvb19jdXN0b21fZmF2aWNvbjwvc3Ryb25nPiAtIDwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX2ZlYXR1cmVkX3Bvc3RzPC9zdHJvbmc+IC0gMjwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX2ZlZWRidXJuZXJfdXJsPC9zdHJvbmc+IC0gPC9saT48bGk+PHN0cm9uZz53b29fZ29vZ2xlX2FuYWx5dGljczwvc3Ryb25nPiAtIDwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX2xvZ288L3N0cm9uZz4gLSA8L2xpPjxsaT48c3Ryb25nPndvb19tYW51YWw8L3N0cm9uZz4gLSBodHRwOi8vd3d3Lndvb3RoZW1lcy5jb20vc3VwcG9ydC90aGVtZS1kb2N1bWVudGF0aW9uL2FwZXJ0dXJlLzwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX25hdl9leGNsdWRlPC9zdHJvbmc+IC0gPC9saT48bGk+PHN0cm9uZz53b29fcmVzaXplPC9zdHJvbmc+IC0gdHJ1ZTwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX3Njcm9sbGVyX3Bvc3RzPC9zdHJvbmc+IC0gNDwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX3Nob3J0bmFtZTwvc3Ryb25nPiAtIHdvbzwvbGk+PGxpPjxzdHJvbmc+d29vX3RoZW1lbmFtZTwvc3Ryb25nPiAtIEFwZXJ0dXJlPC9saT48L3VsPg== Todos os direitos reservados de Paulo Roberto.