Probióticos – um aliado à saúde do intestino

Probióticos – um aliado à saúde do intestino
  • O que são os probióticos?

    São micro-organismos vivos encontrados no iogurte e em outros alimentos fermentados. Eles servem para turbinar os trilhões de bactérias presentes no seu intestino – são elas que ajudam na digestão e impedem a entrada de intrusos.

    Por que se fala tanto neles?

    Ao longo dos anos, pesquisadores identificaram bactérias que aliviam sintomas da síndrome do intestino irritável e previnem e tratam infecções vaginais causadas por fungos. Novos experimentos indicam que outros tipos desses micro-organismos poderiam melhorar a saúde vascular, combater a depressão e até prevenir o câncer. “Testes em animais apontam que o consumo de probióticos via oral modifica a percepção cerebral, sensorial e emocional”, diz o professor Dan Waitzberg, do departamento de gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. De acordo com o especialista, o efeito em humanos foi confirmado em um estudo americano, no qual mulheres saudáveis foram analisadas por ressonância magnética funcional cerebral antes e após a ingestão de probióticos. “Observou-se uma modificação favorável nos centros nervosos associados a aspectos afetivos e emocionais.”

    Enquanto se discute – e muito – sobre o potencial de cura dos probióticos, o que já se sabe é que eles são úteis quando há desequilíbrio no trato gastrointestinal causado por hábitos alimentares pouco equilibrados, mudança de rotina (como uma viagem), ingestão de álcool em excesso, stress físico e emocional, sedentarismo e uso de antibióticos. Para o bem da ala feminina constipada, manter o intestino em ordem não é uma tarefa tão complicada se forem consumidos os alimentos funcionais contendo os tais bichinhos benéficos.
    Onde estão os próbióticos?

    “Os melhores probióticos são os naturais, como os das comidas fermentadas”, diz a americana Lisa Ganjhu, gastroenterologista do centro médico Langone, da Universidade de Nova York, nos EUA. Alimentos fortificados passam por um processo que pode matar parte das culturas vivas.
    Além do iogurte e do kefir (fontes famosas de probióticos), outros alimentos também utilizam fermentação, como o picles e o chucrute. A quantidade e o tipo dos bichinhos por porção variam, mas certas expressões na embalagem, como “fermentado lácteo” e “não pasteurizado”, indicam que a bactéria não foi morta no processo de manufatura. Mais: iogurtes com o selo “cultura viva” e “bactérias amigas” informam que o produto não foi aquecido após a fermentação e que contém pelo menos 100 milhões de culturas por grama (ou 10 milhões por grama, para as versões frozen). O ideal é ingerir alimentos fermentados diariamente, mas duas ou três vezes por semana já é um bom começo para colocar seu intestino no prumo.
    E os suplementos?

    “É conveniente ingerir lactobacilos presentes no iogurte, mas, dependendo da necessidade, é indicado o uso de cápsulas, pois têm concentração maior de bactérias benéficas”, diz Adérson Damião, médico nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia, de São Paulo. A maioria dos suplementos probióticos inclui lactobacilos e bifidobactérias, duas das cepas mais estudadas. Mas não se engane: os produtos que apresentam maior quantidade de micro-organismos não são, necessariamente, os melhores. A recomendação varia de pessoa para pessoa (consulte seu médico antes de comprar seus suplementos), mas alguns especialistas afirmam que, para efeito terapêutico, a quantidade de 100 milhões de probióticos já mostra benefícios para a saúde.

    Quanto às versões, você pode escolher entre em pó, em comprimido e líquida. Alguns devem ser guardados refrigerados para manter sua eficácia. O sucesso de um produto tem mais a ver com os micróbios que ele contém do que com a forma de apresentação.

Fonte: Revista Saúde

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